Por Vinicios Moscatto, Omykron & Gabriel Dorneles
Fonte: http://br.forum.ivao.aero/index.php/topic,100928.0.html

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Arco DME

por Vinicius Moscatto
Estou tentando fazer um arco DME e quero saber como faço pra a aeronave mantenha *3.03º na curva?

*Ou qualquer outro valor.

por Omykron
faça o arco em segmentos de 10graus de cada vez.
algumas aeronaves como os airbus a320 tem capacidade de efetuar perfeitamente um arco dme.
utiliza-se a regra de 10 graus em arcos com angulação inferior a 30 graus. para ângulos maiores, aplique a regra a 30 graus. isso reduz o seu trabalho, e mantem você focado no procedimento.

explicando como faz a regra de 10 graus…
após colocar a sua aeronave de forma que o auxilio rádio fique exatamente na sua asa, você vai curvar a uma proa, 30 graus para o lado do circuito a ser efetuado pelo arco DME.
se você precisa manter o vor na sua esquerda, você vai virar 30 graus para a sua esquerda, a cada 30 graus de arco.
digamos, você se encontra na radial 300 do vor, com ele na sua asa, você vai curvar para 270. mantenha esse rumo a fim de que, na radial 270 você esteja exatamente na distancia DME de segurança para o procedimento.
repita isso até entrar no procedimento.
a regra é valida para a cada 10 graus, porém, deve ser efetuada apenas 30 graus antes de interceptar a “lead radial” para de inicio da descida.

você vai ver que seu procedimento vai ser bem mais preciso na final (manobras a cada 10º), aonde você praticamente vai virar 90 graus em um espaço de tempo muito curto.
isso também permite você começar a configurar a aeronave para pouso no momento que você inicia a mudanças de 10 graus na proa, evitando entrar rápido d+ no procedimento e errando o perfil vertical.

só um detalhe, normalmente se utiliza ajustes a cada 10 graus, em arcos inferiores a 10dme.
em arcos maiores, até 15dme, recomenda-se fazer mudanças a cada 30 graus.
se o arco for de 20 dme (e existe arco de 20 dme), facilite a SUA vida, faça a cada 60 graus…

por Gabriel Dorneles
Vou colocar abaixo a técnica que utilizo por aqui. A fonte é o manual de padronização IFR do Aeroclube de Eldorado do Sul, baseado no Programa de Vôo da antiga Escola Varig de Aviação – EVAER:

a)   Para interceptar um arco DME a partir de uma radial, é feita uma curva de 90º para colocar o ponteiro de marcações exatamente no través;
b)   Para terminar a curva de 90º (estação no través) a uma distância pré-determinada, deve-se iniciar esta curva a uma distância que corresponde a 1% da True Air Speed, sem considerar as correções para o vento (o ideal seria essa porcentagem ser aplicada sobre a Ground Speed). Esse cálculo leva em consideração uma inclinação de 25º para fazer a curva. Se for feita a curva com 15º de inclinação, usar 2% da velocidade (TAS ou G/S).
c)   Pelo item anterior é fácil deduzir que a altitude é um fator importante, quando determinada essa distância.

Exemplo:
Com velocidade de 200kt IAS e 1000ft, teremos uma TAS de aproximadamente 220kt, desprezando-se o vento. Aplicando a regra acima, teremos:
 – com metade da razão padrão = 4,4nm
 – com razão padrão = 2,2 nm.

Essa distância deverá ser adicionada à distância do arco quando voa-se PARA A ESTAÇÃO e diminuída do raio do arco quando AFASTA-SE DA ESTAÇÃO.

d)   Terminando a curva com o ponteiro do VOR RMI no través e estando na distância correta, mantenha uma proa constante até que este ponteiro esteja, aproximadamente, 10° depois do través. Aí chegando, faça uma curva de aproximadamente 15º de inclinação para cima da estação, até que o ponteiro esteja cerca de 10° antes do través e mantenha esta proa até que o ponteiro esteja a 10º após o través. Faça uma nova curva de 15º de inclinação para cima da estação até que o ponteiro esteja 10º a frente do través.

Essa técnica aparentemente grosseira, na realidade, evita que se efetue, em algumas situações, curvas prolongadas com pequena inclinação (entre 2º e 4º). Inclinações pequenas e com duração prolongada podem afetar as indicações dos instrumentos giroscópicos, principalmente a do ADI e estabilização do radar.

e)   Se, ao terminar a curva de entrada no arco, a distância for menor do que o previsto, mantenha a proa constante e observe o ponteiro do VOR RMI passando além do través e o indicador DME, até que este indique a distância desejada. Neste ponto, prossiga mantendo o arco conforme descrito anteriormente.

f)   Se, ao contrário, ao terminar a curva de entrada, a distância for maior do que o previsto, faça uma curva para cima da estação, até que a marcação esteja a uns 20º ou 30º à frente do través e mantenha esta nova proa, observando o ponteiro do VOR RMI deslocando-se para o través e o indicador DME diminuindo até que se atinja a distância desejada.

g)   Se a distância for muito maior que o previsto, pode-se fazer esta correção mais de uma vez.

Bons vôos e fique longe do FMC Cool