Por Sandro Rodrigues & Andr
Fonte 1: http://br.forum.ivao.aero/index.php/topic,102308
Fonte 2: http://br.forum.ivao.aero/index.php/topic,102468.0.html

******************************************************

RESUMO ESPAÇO AÉREO

Resumo Espaço Aéreo
RESUMO DIVISÃO DO ESPAÇO AÉREO
Espaço aéreo superior
a) limite vertical superior – ilimitado;
b) limite vertical inferior – FL245 exclusive; e
c) limites laterais – indicados nas ERC.

Espaço aéreo inferior
a) limite vertical superior – FL245 inclusive;
b) limite vertical inferior – solo ou água; e
c) limites laterais – indicados nas ERC.

DESIGNAÇÃO DO ESPAÇO AÉREO
a) Regiões de Informação de Vôo;
b) Espaços Aéreos Controlados; ou
c) Espaços Aéreos Condicionados.

CONFIGURAÇÃO DO ESPAÇO AÉREO
Regiões de Informação de Vôo
a) limite vertical superior – ilimitado;
b) limite vertical inferior – solo ou água; e
c) limites laterais – indicados nas ERC.

Espaços Aéreos Controlados
a) Áreas Superiores de Controle (UTA) – compreendem as aerovias superiores e outras partes do espaço aéreo superior, assim definida;
b) Áreas de Controle (CTA) – compreendem aerovias inferiores e outras partes do espaço aéreo inferior, assim definida;
c) Áreas de Controle Terminal (TMA) – configuração variável indicada nas cartas e manuais publicados pela DEPV;
d) Zonas de Controle (CTR) – configuração variável indicada nas cartas e manuais publicados pela DEPV; e
e) Zonas de Tráfego de Aeródromo (ATZ), em aeródromos controlados – configuração variável indicada nas cartas e manuais publicados pela DEPV.NOTA: Genericamente, os espaços aéreos controlados correspondem às Classes A, B, C, D e E dos espaços aéreos ATS.

 Espaços Aéreos Condicionados
a) Áreas Proibidas – configuração variável indicada nas cartas e manuais publicados pela DEPV;
b) Áreas Perigosas – configuração variável indicada nas cartas e manuais publicados pela DEPV; e
c) Áreas Restritas – configuração variável indicada nas cartas e manuais publicados pela DEPV.

******************************************************

ESTRUTURA DO ESPAÇO AÉREO

Pessoal, estou escrevendo sobre a estrutura do espaço aéreo. Percebi que muitos pilotos e, principalmente, ATCs que controlam posições importantes por aí não têm conhecimento pleno sobre o assunto, então aí vai:


Áreas controladas e não-controladas

Basicamente, o espaço aéreo é dividido em dois tipos principais:

● Espaços aéreos controlados
● Espaços aéreos não-controlados

Em espaços aéreos controlados, aeronaves no solo ou no ar recebem serviço de controle de tráfego aéreo de acordo com a classe do espaço aéreo. Em espaços aéreos não-controlados, todas as aeronaves devem manter sua separação própria de acordo com a regulamentação do país.

Designações do Espaço Aéreo

● Região de informação de voo
● Espaço aéreo controlado
● Espaço aéreo condicionado

Região de Informação de Voo (FIR)

Uma Região de Informação de Voo é um espaço aéreo de dimensões definidas onde são prestados os serviços de informação (FIS) e alerta.

Espaços aéreos controlados

Os espaços aéreos controlados são divididos nos seguintes tipos:

● Zona de tráfego de aeródromo (ATZ)

Área de jurisdição de uma torre por onde circulam aeronaves em um aeródromo controlado. Envolve todo o aeródromo e o circuito de tráfego do mesmo.

● Zona de controle (CTR)

Uma CTR é um espaço controlado que se inicia no solo e se prolonga verticalmente até certa altitude. Apenas aeródromos controlados possuem esse tipo de zona. Na IVAO, uma CTR pode ser controlada por um APP, um ACC ou até mesmo por uma TWR.

Nota: Não confunda Zona de Controle com Centro. Embora ambos tenham a mesma abreviação na IVAO (CTR), o callsign real de um controlador de área é ACC, e não CTR.

● Área de controle terminal (TMA)

A TMA é uma região de controle normalmente estabelecida onde aerovias se “encontram” e controlada por um APP. Frequentemente, este encontro acontece nas vizinhanças de um aeródromo devido à presença de rádio-auxílios. Abrange uma ou mais CTRs.

● Área de controle (CTA)

CTA é o espaço aéreo controlado por um ACC que se estende a partir de certo limite inferior que não é o solo e que compreende as aerovias inferiores.

● Área de controle superior (UTA)

UTA é o espaço aéreo controlado por um ACC que se inicia logo após uma Área de Controle Inferior (CTA) e não possui limite vertical superior. Logo, ela compreende as aerovias superiores.

Aerovias (AWY)

Uma aerovia é uma parte de uma Área de Controle em forma de corredor. Uma aerovia inferior tem como limite vertical superior o F245. Já uma aerovia superior, não possui tal limite, e se estende verticalmente a partir do limite vertical superior de uma aerovia inferior. Em sua maior parte, uma aerovia possui a seguinte largura: inferior 16nm; superior 43nm.

Esquema simplificado da estrutura do espaço aéreo:


 
Espaços aéreos condicionados:

Devido a atividades específicas como voos militares, treinamentos, preservação de construções antigas, e usinas nucleares, algumas áreas recebem um “status” especial e são denominadas espaços aéreos condicionados.

Essas áreas especiais são reconhecidas por códigos:

1-Indicador de localização do espaço aéreo (SB – Brasil, LF – França…).

2-Uma letra:
◦ D para área perigosa (dangerous)
◦ R para área restrita (restricted)
◦ P para área proibida (prohibited)

3-Um número único para identificação.

Tais espaços aéreos são divididos, ainda, em proibidos, perigosos e restritos.

● Áreas perigosas – D

Áreas utilizadas para o treinamento de aeronaves civis, onde não são permitidas acrobacias. Não é aconselhável o sobrevoo de tal região.

● Áreas restritas – R

Deverão ser estabelecidas com uma das finalidades:

◦ Treinamento de aeronaves militares
◦ Corredores de subida e descida para aeronaves militares
◦ Lançamento de pára-quedistas
◦ Treinamento de aeronaves civis, sendo permitidas acrobacias
◦ Voo de ensaio de aeronaves
◦ Voo de demonstração de aeronaves
◦ Exercício de tiro ou bombardeio
◦ Lançamento de foguetes ou mísseis

Esse espaço aéreo pode se encontrar ativo ou inativo em determinadas ocasiões. O comandante deve estar de acordo com as condições mínimas para sobrevoo da área.

● Áreas proibidas – P

São estabelecidas com a finalidade de não permitir o sobrevoo de determinadas instalações (fábrica de explosivos, refinarias, antenas de micro-ondas, usinas hidrelétricas, áreas de segurança nacional, etc.). Nenhuma aeronave deve efetuar o sobrevoo dessas áreas.

Visualização de espaços aéreos em uma carta WAC

Destacados em vermelho estão os espaços aéreos controlados. Pode-se visualizar que a CTA é controlada pelo ACC e se estende do F085 ao F245. A TMA é controlada pelo APP e estende-se de 3500’ ao F145. A CTR também é controlada pelo APP, e se estende do solo (com exceção do AD, que está sob jurisdição da TWR) até 3500’. Nota-se que no caso do espaço aéreo de Fortaleza, demonstrado na carta, o APP é responsável pelo controle da CTR e da TMA. Já em João Pessoa, por exemplo, a TWR controla a ATZ e a CTR. Tais informações estarão sempre contidas na carta WAC (World Aeronautical Chart).

Destacado em amarelo está um espaço aéreo. O SB indica que a área está localizada no Brasil, o R significa que é uma zona de caráter restrito e o 233 é apenas um número de identificação. Nota-se ainda que este espaço aéreo limita-se do solo ao F050.


Espero ter contribuído
Abraços! Wink
Advertisements